Saturday, July 04, 2009

Observações da Semana - dia 4 de Julho 2009

1- Às vezes é melhor ficar calado do que abrir a boca para falar do que não se entende. O Carlos Heitor Cony pode ser uma pessoa culta, grande jornalista e escritor, mas de futebol pelo menos ele não entende nada. Aliás, para ser sincero, as intervenções conjuntas dele e do Artur Xexeo na CBN são, frequentemente, risíveis.
Muito bem, mas esta semana ele extrapolou quando disse que o problema do time do Brasil é que o problema do Brasil, apesar da vitória na África do Sul, é que somente temos um ou dois jogadores com lugar garantido na seleção que irá à Copa do Mundo enquanto nossos principais adversários (e ele citou a Itália e a Alemanha) já estão com seus times prontos. Inacreditável. Por força dos imponderáveis da vida até pode o time brasileiro mudar todo e o italiano e o alemão não. Mas no momento, ao que tudo indica, o que acontece é exatamente ao contrário. E apesar de toda a tradição - que nunca devemos esquecer - nem Itália nem Alemanha aparecem entre os principais favoritos. Antes a Inglaterra e a Espanha, apesar da derrota para os EUA.
2- É inacreditável como alguns políticos não tem "desconfiômetro". O Sarney foi político a vida toda, fez uma fortuna familiar não se sabe de onde e diz que não se pode falar mal dele? Temos que ter respeito por ele? Como assim se ele não nos respeita! Pelo amor de Deus!
3- Não estou defendendo o golpe em Honduras nem em nenhuma parte. Agora defender a entrada de Cuba na OEA e ao mesmo tempo pedir a exclusão de Honduras é no mínimo cinismo mas na realidade é mau-caratismo mesmo. Aliás, no fundo, o Zelaya me parece ser um Chaves que não tem petróleo nem deu certo.
4- Imagine-se esta seleção: Marcos; Breno, Thiago Silva, Alex Silva; Rafinha, Lucas, Anderson, Ronaldinho Gaúcho e Fábio Aurélio ; Grafite e Adriano; ou Rogério Ceni; Cicinho, Alex, Naldo e Rafael; Edmilson, Hernandes Renato e Diego; Fred e Kléber (Cruzeiro); Helton (3o goleiro). Técnico Vanderlei Luxemburgo ou Muricy Ramalho, ou Luis Felipe Scolari ou Mano Menezes.
Eu sei que não precisamos formar dez seleções, mas apenas uma, bem treinada, para tentar vencer a Copa e que isto já é pedir muito. Mas, apenas a título de curiosidade, que a lista acima dá para pensar lá isto dá: são 23 jogadores que não estão convocados e que podem formar uma seleção capaz de disputar de igual para igual com qualquer outra. No mundo.
5- O Vasco perdeu-se desde que decidiu ser a Copa do Brasil sua prioridade e não o Brasileiro da Série B. Além disso tem faltado sorte (acho) pelo número de contusões e (tenho certeza) porque as bolas batem na trave e não entram, batem nos beques e nunca sobram para um jogador livre, os goleiros adversários sempre atuam bem e, ainda, competência (dos atacantes) e paciência (da torcida). No jogo contra o Bragantino - e que somente não resultou em uma derrota, injusta, porque o Amaral salvou uma bola que ia entrando em cima da linha - o goleiro do Bragantino foi um dos melhores de seu time. O mesmo que "entregou" no último jogo, contra o Guarani, soltando de modo desastrado um centro fácil no pé de um atacante que chutou e a bola passou entre as pernas de uns sete jogadores antes de entrar. Mas quando as coisas estão dando certo....
Agora uma última observação. Os três primeiros da Série B são Guarani, Brasiliense e Atlético GO. O Vasco empatou com o Guarani, fora de casa, jogando com 10 quase o jogo todo e venceu os outros dois. Na realidade o campeonato é muito equilibrado. O Guarani me parece ser um cavalo paraguaio apesar de tudo o que já fez e ainda acho que, com um poouco de paciência o Vasco se classifica fácil e termina campeão.
5 - Nos EUA a extrema direita dos "talk-shows hosts" têm um novo ícone: Glenn Beck. O sujeito é admiravelmente esperto (para ganhar dinheiro) e cínico. Suas críticas à crise do Obama são inacreditáveis. E este Beck é absolutamente ridículo. Uma mistura de Rush Limbaugh e Ann Coulter (aargh!!!). E depois de surgir na CNN Headline News foi para a Fox News, obviamente.

Thursday, December 27, 2007

O DIA CANTAVA EM SEUS OLHOS

O mundo gira,
o mundo avança,
o mundo avança
e vai andando sem parar.
A vida é boa,
se vou à-toa,
vadiando,
a passear.
Olho pro céu,
o sol brilhando,
e vou sonhando,
a me alegrar.
Vou me arrastando
sempre cantando
com o que vou
a imaginar.
Se a vida é boa
adeus tristeza,
é só beleza
a me cercar.
Vibro com tudo
fico cego e mudo
começo mesmo
a me transformar.
Vejo então
toda a beleza
que só a alegria
soube me dar

p.s. – outra de minhas “poesias’ escritas na aula de português (que saudades D. Lúcia!) do Colégio São Fernando - 1967

Michael Vick, de herói a pária em poucos meses

Há uns oito meses mais ou menos Michael Vick era o que pode chamar de uma história de sucesso anunciada. Famoso desde o High School, astro da Virgínia Tech University, profissionalizou-se em 2001 como o número 1 do draft (foi o primeiro a ser escolhido pelas equipes profissionais naquele ano) e desde então tem sido o quarterback do Atlanta Falcons, de futebol americano.
Considerado um dos melhores "atletas" do esporte por sua mobilidade, velocidade e força, era o “queridinho” de sua torcida, da maior parte da crônica esportiva e uma atração inegável onde quer que fosse jogar.
Por isso mesmo em 2004 assinou o maior contrato que algum jogador de futebol já assinou, a extensão por mais 10 anos de seu compromisso com os Falcons, num valor total de 130 milhões de dólares. Sua posição era tão firme que há alguns meses os Falcons não extenderam o contrato do seu reserva imediato, Matt Schwab, que sempre se destacara quando chamado a substituí-lo, porque seria muito caro manter um jogador de tanta qualidade na folha de pagamento. Mas nos falcons e com Vick por alí, ele seria apenas um reserva de luxo. Além disso, no futebol americano há um limite salarial (total) para cada equipe e mais alguém com salário alto comprometeria a posição dos Falcons.
Pois bem, isto tudo mudou: no momento Michael Vick é um pária nos Estados Unidos. Está suspenso “indefinidamente” pelo Commissioner do Futebol Americano, teve seu contrato terminado pelos Falcons, todos seus contratos publicitários desfeitos, responde a inquérito na polícia e aguarda o pronunciamento de um juiz para os próximos meses que deverá mandá-lo para a prisão.
A razão: depois de negativas e muitas alegações e testemunhos de “amigos” (nenhum tão forte como os testemunhos e alegações contra o Renan Calheiros mas assim é a vida não?) ele confessou ser o financiador de um empreendimento envolvendo brigas de cachorro (todos são, logicamente, “pit-bulls”), apostas nas disputas e de ter estado presente na ocasião em que cachorros (ruins de briga) foram mortos por não servirem mais.
Sem entrar no mérito legal (porque envolve leis estaduais e federais, incluindo apostas ilegais, crueldade com animais, mentira em depoimentos, etc...) o caso teve, obviamente uma repercussão enorme e o principal deles é a quantidade de dinheiro envolvida: Michael Vick poderá perder quase $150 milhões de dólares, a saber: US$ 71 milhões que ainda tinha a receber em seu contrato; US$ 22 milhões que os Falcons estão exigindo de volta do bônus de assinatura, alegando que o bônus era para 10 anos de contrato; cerca de US$ 50 milhões de diversos patrocínios (a Nike tinha um tênis Michael Vick, a sua camisa oficial, de número 7, feita pela Reebok, era uma das mais vendidas entre outros), valor calculado por diversas empresas de marketing, como seu potencial de ganho nos próximos anos; custos legais, etc.
No momento há vários sites de condenação a Michael Vick, alguns chegando a pedir a sua “morte”, o que no mínimo é curioso.
O mesmo pode ser dito da reação da NFL e dos Falcons. Nos últimos anos vários jogadores profissionais foram a julgamento pelos mais diversos motivos. Um dos motivos mais freqüentes era por baterem em suas mulheres. Um exemplo foi Michael Pittman, jogador do Tampa Bay Buccaneers. Há três anos foi preso por ter lançado seu Hummer, contra o carro de mulher e onde viajavam também seu filho de dois anos e uma babá. Foi o quarto incidente de violência doméstica de Pittmann. Pois bem, naquele ano – 2003 - nada aconteceu a Pittman, que jogou a temporada normalmente. Em 2004 confessou-se culpado de um delito grave (felony) e ficou 14 dias (quatorze dias, não meses) na prisão. Na volta foi suspenso pela NFL por três jogos sem salário e perdeu 500 mil dólares com isso. Seu técnico reclamou que a pena havia sido “excessiva”. Ele continua jogando normalmente.
Pois bem, indo ao site da NFL você pode comprar uma camisa do Michael Pittman. Ou uma camisa do Buffalo Bills com o nome do O.J. Simpson escrito nas costas. Ou uma do Carolina Panthers com o nome do Rae Carruth (que está na prisão cumprindo pena por envolvimento na morte de sua ex-mulher que estava grávida). Mas se você procurar uma camisa do Michael Vick não vai encontrá-la: sua comercialização foi suspensa pela Reebok e pela NFL
O Ray Lewis, do Baltimore Ravens, que em 2001 foi preso porque esteve presente a um duplo assassinato na saída de uma festa na véspera de Super Bowl (ele estava assistindo, não jogando) juntamente com dois amigos. Ray Lewis confessou-se culpado e foi condenado a um ano de prisão – sentença suspensa – por ocultação de provas. Seus dois “amigos” foram a julgamento e saíram inocentados. Até hoje ninguém foi preso pela morte dos dois. Lewis chegou a um acordo extrajudicial com a filha de um dos mortos que nasceu 15 dias depois do assassinato do pai. Quanto à NFL, multou-o em $250 mil dólares mas ele não foi nem suspenso e continua jogando normalmente. E é considerado um dos melhores senão o melhor jogador de defesa em atividade.
O Jamal Lewis, também do Baltimore Ravens (agora no Cleveland Browns) foi preso por ter confessado traficar cocaína. Foi preso por quatro meses (ao final da temporada de 2001 e antes da temporada de 2002 começar), suspenso por dois jogos pela NFL, perdeu cerca de 950 mil dólares em salários mas retornou ao Baltimore Ravens e agora joga no Cleveland Browns.
Apesar da (quase) unânime condenação do Michael Vick – os especialistas em marketing já disseram que para esta finalidade ele é um homem “morto”- o Stephon Marbury, hoje no New York Knicks, aquele que jogou fora a bicicleta do Leandrinho e deu-lhe um Cadillac, disse que a condenação tem motivações raciais porque na NFL há vários jogadores (brancos) celebrados e filmados ao passar as férias caçando e matando vários animais (o que é legal nos EUA, dependendo do animal). É verdade, mas é verdadeiro também que patos e veados são animais selvagens. É também que todos (patos, cachorros e veados) vivem e sofrem da mesma forma que os cães.
Agora o que é curioso é que ninguém sabe o que fazer com os mais de 50 pit-bulls encontrados no “sítio” de Vick. Por enquanto nenhum dos defensores de animais e que pedem em seus sites para transformar Michael Vick em ração para cachorro (existem vários sites assim) apareceu para ficar com unzinho que seja dos cachorros. O que até é compreensível: afinal um pit-bull normal já é um animal meio selvagem e imprevisível. Agora um pit-bull selecionado (eles matavam os mais calminhos) e treinado para matar só pode ir para um zoológico e mesmo assim tem que ficar longe da jaula dos leões. Para segurança dos leões......

Bem, isto acima foi escrito há uns dois meses. Agora saiu a sentença: Michael Vick foi condenado a 23 meses de prisão e já está cumprindo a pena numa prisão federal.
Apesar do fato de que ele havia feito um acordo com a promotoria para confessar-se culpado e com isso ter uma sentença de 12 a 18 meses, o juiz Henry E. Hudson aumentou-a porque descobriu-se mais tarde que ele participou diretamente da morte de dois animais e ainda acabou aceitando o fato de que mentiu ao negar haver sido pego num teste por fumar maconha.
No final das contas, na melhor das hipóteses, ao sair da prisão (ele pode ter a pena reduzida em 15% por bom comportamento) Michael Vick terá quase 30 anos e estará cerca de 100 milhões de dólares mais pobre do que estaria se nada houvesse ocorrido.

E é lógico que ele já confessou-se arrependido e desculpou-se com a "família, os filhos e os fãs por tê-los decepcionado". Se ele fosse uma dessas cantoras jovens e lourinhas, presas por envolverem-se em acidentes ao estarem sob a influência de álcool e drogas, já teria entrado em uma clínica de "reabilitação" para sair em uma ou duas semanas e fazer tudo de novo, até matar alguém num acidente.
Mas não Michael Vick. Em sua pena há uma parte que o proíbe de comprar, vender ou possuir cachorros pelos próximos três anos.

Eu continuo achando que a sentença, embora em acordo com a lei, fere o bom senso. É absolutamente ridícula.

Saturday, December 22, 2007

O Pescador Mexicano

Esta fábula chegou a mim pela Internet. Não sei quem é o autor mas tomo a liberdade de reproduzí-la:

Numa aldeia de pescadores da costa do México, um pequeno barco retorna do mar. Um turista americano se aproxima e cumprimenta o pescador mexicano pela qualidade do pescado. Curioso, o turista pergunta:
“Quanto tempo levou para pegar esta quantidade de peixes?”.
Não muito tempo” responde o mexicano.
Bom, então por que você não ficou mais tempo no mar e pegou mais peixes?”
O mexicano explica que aquela quantidade bastava para atender às necessidades de sua família.
“Mas o que você faz com o resto do seu tempo?”, indaga o americano.
“Eu durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, descanso com minha esposa”.
“Eu tenho uma vida boa...”
“À noite eu vou até a vila para ver meus amigos, tomar umas bebidas, tocar violão, cantar umas músicas...”.
O americano interrompe: “Pois eu posso lhe ajudar a ter uma vida realmente boa. Faça o seguinte: comece a passar mais tempo pescando todos os dias. Aí você pode vender todo o peixe extra que conseguir pescar. Com o dinheiro extra, você compra um barco maior. Com a receita extra que o barco maior vai trazer, você pode comprar um segundo e um terceiro barco, e assim por diante até possuir uma frota de pesqueiros”.
“Ao invés de vender seu peixe para um atravessador”, continua, “negocie diretamente com as fábricas de beneficiamento ou quem sabe pode até abrir sua própria indústria de beneficiamento.”
E, cada vez mais entusiasmado emenda: “Aí você pode deixar esta vila e ir morar na Cidade do México, Los Angeles ou até mesmo em Nova York!!. De lá você toca seu imenso empreendimento!”
“Quanto tempo isso iria levar?”, pergunta o mexicano.
“Uns vinte, quem sabe vinte e cinco anos”, responde o americano.
“E depois?”
“E depois? Aí é que começa a ficar bom”, diz o americano, rindo; ”quando seu negócio começar a crescer de verdade, você abre o capital e faz milhões!”
“Milhões? Sério? E depois disso?”
“Depois disso você se aposenta e vai morar numa vilazinha da costa mexicana, dorme até tarde, pega uns peixinhos, descansa ao lado da esposa, brinca com seus filhos e passa as noites se divertindo com os amigos...”

Conclusão: Em geral, as pessoas vivem para TER em lugar de SER.
Gastam seu tempo e esforço para obter bens materiais, pensando em aproveitar a vida num futuro remoto que nem ao menos sabem se existirá.
Esquecem que a vida está no momento presente e que a felicidade pode ser encontrada nas coisas mais simples da vida.
Viva e seja feliz agora!

Sunday, December 16, 2007

Querem Roubá-lo, ou Robalo, ou....

Na semana passada estive em Vitória e Vila Velha. Cidades bonitas e interessantes. O tempo estava absolutamente perfeito, o que sempre ajuda quando se está hospedado em frente ao mar. Mas isto não vem ao caso em questão. E para não dizer que eu sou mentiroso tenho duas testemunhas, dois amigos do trabalho, um americano e um brasileiro. E ainda bem que o americano não entendia patavinas de português pois caso contrário estaria certo que por aqui
somos um bando de idiotas, ou malucos, ou sei lá o que.
O negócio é que fomos jantar num restaurante à beira da praia, em Vila Velha. Ótimo restaurante, chamado de Partido Alto. Especializado em moquecas, não estivéssemos nós no Espírito Santo (embora eu prefira as moquecas baianas).
Há duas semanas eu estivera neste mesmo local e dividi (com outro colega de trabalho) uma excelente moqueca de camarão. Para três pessoas, avisei, bastariam duas moquecas. E estava examinando o cardápio quando vi que eles tinham moquecas mistas, de Peixe (Robalo ou Badejo) e Camarão, de Peixe e Lagosta, além das de camarão, lagosta, peixe, polvo, mariscos, etc...
Alguém sugeriu pedirmos uma de camarão e robalo e outra de lagosta e robalo, o que parecia uma boa idéia até que eu reparei nos preços: uma de robalo custava R$ 55,00. A de camarão, R$ 79,00. E a de robalo com camarão R$ 95,00. O mesmo acontecia com a de lagosta e robalo. A de lagosta custava R$ 88,00 e a de lagosta e robalo R$ 98,00.
Intrigado chamei o garçom e perguntei como podia isto acontecer: ele coçou a cabeça, pensou uns bons dois minutos, foi lá dentro, voltou e disse.
- É doutor, não sei não. Mas o preço é esse mesmo.
- Então tá bom, repondi, me dá uma de camarão e outra de robalo que eu misturo por aqui.
E assim foi feito. O preço, é claro que foi de R$ 134,00 (R$55,00 mais R$ 79,00).
Explicação, até agora nenhuma. Apenas a de um amigo meu, que ao ouvir a história, disse:
É, acho que eles queriam......robalo.

Saturday, January 20, 2007

Um herói!

Uma das coisas que fica clara para mim, depois de tantos anos morando fora, é que o brasileiro não entendeu até hoje o significado da palavra Não. Por aqui as pessoas não aceitam um não, sempre acham que o não não é definitivo. Se por um lado isto moldou nossa forma de ser e de viver, que muitas vezes é mais alegre e animada do que a de outros povos, por outro lado tramnsformou-nos nesta confusão, nesta casa de mãe-Joana onde ninguém tem autoridade para proibir nada.
Por aqui não existe tolerância zero. E, às vezes, ela é necessária. Aqui é a terra de que as leis "não pegam", onde a contravenção é tolerada ("não faz mal a ninguém" dizem seus defensores) onde os pequenos crimes são tolerados (mas não os crimes pequenos, como roubar um pão...).
Por isso mesmo meu novo herói é a pessoa que proibiu, no último dia 31, a queima de fogos na Barra da Tijuca porque as balsas estavam muito perto da praia. Imagino as pressões que deve ter sofrido. Que "era um vez só", que "as pessoas haviam vindo de longe", que "não fosse um estraga-prazer", etc... Mas esta pessoa manteve-se firme e proibiu.
Intolerante, dirão alguns. Corretíssimo respondo. É de pessoas assim que precisamos, que saibam dizer não, respeitar as regras e ter coragem de fixar posições.

Monday, January 01, 2007

LIBERALISMO

Não é uma decisão de Ano Novo mas é uma decisão. Agora, quando me perguntarem acerca de minha posição política, não terei mais dúvidas em responder. Sou Liberal.
Afinal, como não poderia ser Liberal se desta forma ficarei contra a direita dos Estados Unidos e a esquerda do Brasil?
É o caso óbvio de diga-me com quem (não) andas e dir-te-ei quem és............

Tuesday, December 26, 2006

Dunga E Ronaldinho

O Dunga está querendo aparecer. Colocar o Ronaldinho Gaúcho na reserva, por mais de um jogo, é inacreditável. Se eu fosse o Ricardo Teixeira já o teria demitido. Por motivos óbvios. Cegos não podem ser técnicos de futebol!

Caos Aéreo

Depois de mais de 30 anos viajando, no Brasil e no exterior, eu posso garantir: existe alguma coisa que ainda não apareceu para explicar-se o caos aéreo dos últimos dias na TAM. Não é possível que seis aviões em manutenção mais 50 minutos de fechamento de um aeroporto (ainda que seja o de Congonhas) justifiquem tamanha confusão!

Crime e Castigo

Não vou falar de Dostoievsky mas de algo que me incomoda. Aqui no Brasil sempre que se ouve alguém comentar a respeito de prisões e cadeia o que se escuta é que o principal objetivo é recuperar o indivíduo para a Sociedade. Desculpem-me, mas a primeira função é PUNIR o infrator, o criminoso.
Não defendo o tratamento desumano, como aliás ocorre em nossas cadeias e prisões que buscam "recuperar" os criminosos, tratando-os como animais. Não, entendo que os criminosos devem ser tratados dignamente mas duramente. Estão ali sendo punidos. Devem ser obrigados a trabalhar, caso contrário não comem. Se a lei não permite isso, mude-se a lei. Não podem ter acesso a celulares. Não têm direito a regalias caso sejam ricos.
A ligeslação que trata dos menores também deve ser modificada. Os menores que cometerem crimes usando armas devem ser julgados como maiores. Além disso, como hoje em dia as pessoas podem votar com 16 anos é óbvio que também aos 16 anos devem ser considerados adultos caso cometam quaisquer crimes.